Durante a Semana Cultural Orestes Rocha será apresentada a peça teatral “O Canto das Mulheres do Asfalto”, no sábado (11/03), na Casa da Cultura, a partir das 17h30, com entrada franca. A peça é uma realização do ProAc (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Estado da Cultura.

A peça

Quando as mulheres desistem de parir. Negando o futuro. Dando fim ao morticínio dos seus filhos pela crueldade presente. Exaltando um agora sem ficções futuras, sem esperanças inúteis. “O Canto das Mulheres do Asfalto” é composto por diversos cantos que desdobram a premissa de um mundo onde as mulheres se recusam a parir novos filhos.

“Não vou lançar mão de subterfúgios Ela não vai me perguntar alguma coisa para que eu explique o porquê de tudo o porquê de nada o porquê é assim e não foi assado Foi-se o tempo das perguntas As respostas prostituíram a esperança e o sol de cada dia embaçou nossas vistas Nossa lida deixou de ser vida Nosso corpo é máquina imperfeita Eliminada sem piedade Há mais vida nesse prédio do que em todas nós aqui reunidas Esse canto é um lamento”.

A peça explora meandros de uma contemporaneidade insensível à condição humana do próprio homem. Vozes que se multiplicam dentre essas mulheres, mães e filhas, santas, prostitutas, velhas e moças, cuja desesperança futura celebra um presente que precisa ser ouvido.

Encenação: Georgette Fadel.

Assistente de Direção: Paula Klein.

Texto: Carlos Canhameiro.

Elenco: Cris Rocha, Michele Navarro, Paula Carrara, Paula Serra, André Capuano, Weber Fonseca.

Cenário e iluminação: Julio Dojcsar.

Figurino: Júlia Poly.

Trilha sonora: Rui Barossi.

Adereços: Jorge Luiz Alves.

Produção: Carlos Canhameiro, Cooperativa Paulista de Teatro.

Circulação: Programa de Apoio a Cultura – Governo do Estado de São Paulo.

Realização: Prêmio Zé Renato de apoio ao Teatro para a cidade de São Paulo.

Cléber Fabbri – MTb 30.118

Assessor de Comunicação

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