Medidas visam o ganho de mercados e maior qualidade nos produtos a custos reduzidos

Élio Bonelli (Sindicer), Dori Américo, Elson Longo, Graziela Cesari e o vice-prefeito Carlos Eduardo
Élio Bonelli (Sindicer), Dori Américo, Elson Longo, Graziela Cesari e o vice-prefeito Carlos Eduardo

Porto Ferreira recebeu na última terça-feira (29/01) a visita do professor Élson Longo, PhD da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), responsável pelo Instituto Nacional de Ciências dos Materiais em Nanotecnologia e do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (Liec). Ele estava acompanhado da professora-doutora Graziela Casari, também da UFSCar.

Os pesquisadores foram recebidos no Departamento Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente pelo vice-prefeito Dr. Carlos Eduardo Miguel da Silva, pelo diretor da pasta Dori Américo, e pelo presidente do Sindicer (Sindicato das Indústrias de Produtos Cerâmicos de Louça de Pó, de Pedra, Porcelana e da Louça de Barro de Porto Ferreira), Élio Bonelli, que é o diretor da Regional Porto Ferreira da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

O que se discutiu foi uma parceria científica que proporcione ganho de produção e aumento da competitividade do parque cerâmico de Porto Ferreira, planejamento e ações entre a Prefeitura, o Liec/UFSCar e o Sindicer, além de outras possíveis entidades do setor ou dos Poderes Públicos estadual e federal.

Carlos Eduardo, Élio Bonelli, Dori Américo, Elson Longo e Graziela Cesari
Carlos Eduardo, Élio Bonelli, Dori Américo, Elson Longo e Graziela Cesari

O professor Élson Longo disse que para ganho de mercado e aumento da qualidade a custos reduzidos, o empresariado ferreirense pode adotar medidas que objetivem processo produtivo com chão de fábrica limpo e quebras com índice zero.

“É necessário entendermos que o produto de Porto Ferreira deve ser tratado como artístico e, assim, valorizado ao buscar um mercado mais artesanal, no qual circulem peças com edição limitada”, explicou, fazendo alusão ao mestre em cerâmica, até mesmo ao mercado das obras de arte onde o valor agregado é a exclusividade da peça e não a produção em série.

O encontro derivou ainda para alternativas de mercado, como a dos cobiçados semicondutores de energia, enfatizando que a Administração atual pode ousar, a ponto de pleitear um Parque Tecnológico Cerâmico, empreendimento que se posiciona entre as universidades e as necessidades dos empresários. Pesquisas científicas ocorrerão dessa iniciativa, organizando o salto tecnológico e consequente ganho de mercado do arranjo produtivo de decoração de Porto Ferreira.